quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Será que nos conhecemos?



Conheço gente que tem noites insones. Conheço gente que só faz sexo de manhã. Conheço gente que tem hálito de maconha. Conheço gente que exerce uma atração para o outro como se fosse um imã. Conheço gente que vai a reggae sempre as quintas-feiras. Coenhço gente que come pizza de madrugada. Conheço gente que passa feriados com amigos em sitios. Conheço gente que é anorexa. Conheço gente que telefona quarenta vezes para a mesma pessoa numa madrugada. Conheço gente que ama independente de sexo. Conheço gente que manda o outro ler um livro e ela mesma não faz. Conheço gente que fechou o coração e as portas de casa. Conheço gente que faz aniversário hoje. Conheço gente que faz esportes. Conheço gente que toma antidepressivo. Conheço gente que só se veste de preto. Conheço gente que fuma. Conheço gente que não ama. Conheço gente solitária. Conheço gente que arde de desejo. Conheço gente que faz churrasco aos sábados. Conheço gente que escreve poesia. Conheço gente que dirige moto. Conheço gente que não gosta de dirigir carro. Conehço gente que ouve Nina Simone. Conheço gente que faz terapia. Conheço gente que fez uma lista das cinquentas coisas para fazer antes de morrer. Conheço gente que chora ao telefone. Conheço... Conheço... Conheço ele. Conheço ela. Conheço você. Será que nos conhecemos?






(by, franck////// imagem: internet)

sábado, 13 de agosto de 2011

Um beijo...




Um grande beijo, para você, meu amor, quando existir. Um beijo para ninguém. Para um cara que eu beijei numa exposição. Para tantos outros que beijei na juventude. Para os que nunca beijei. Um beijo para aqueles que quase beijei. Para toda gente que gosta de viver. Para os que vão morrer hoje. Um beijo virtual. Um beijo para minha mãe. Um beijo grande para mim. Para os que amam. Para os que odeiam. Um beijo na boca, de língua, porque nunca fui de muito coito. Um beijo para a moça que passa na rua. Para o rapaz solitário sentado na praça. Um beijo de bom dia. De judas. Um beijo porque haverá sempre o tempo do amor. Um beijo para os nostálgicos, que nasceram com a saudade na alma. Um beijo nos nossos corações urbanos. Para quem espera um milagre. Para quem perdeu as esperanças. Um beijo para quem partiu, Um beijo para quem vai voltar. Para os amigos, um beijo. Um beijo para um desconhecido. Um beijo. Um beijo. Um beijo, para todos...




(by, franck)////(imagem : internet)

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Uma manhã de julho



Ele encontrava-se numa daquelas manhãs que a solidão quer chegar de mansinho e para afastá-la liga-se a televisão, abre portas e janelas, coloca uma música... Sim, para se ter a sensação de não estar sozinho. Guarda-se a angústia no bolso e busca o céu azul, o dia luminoso, os livros e os cds, telefona-se para alguém ao acaso e o dia não naufraga como algum outro nos quais os traumas, os medos e os choros vieram à tona.

Era uma daquelas manhãs que ele não queria pensamentos confusos; queria a beleza do dia, talvez algum toque, um olhar, momentos que depois não virasse poeira... Se sentia como naquele conto de Caio Fernando Abreu: 'num deserto de almas também desertas', por isso, ouviria Loreena Mckennitt, acenderia incenso, fumaria um cigarro, faria chá, colocaria seus cristais ao sol, escreveria cartas... Mas a solidão não seria sua amiga naquela manhã.

O silêncio da casa foi invadido por sons de gaita, harpa, flauta e bodhran, a voz de Loreena o fez pensar em brisa, outono, alvorada, bosques... A música Celta tinha esse poder de fazê-lo sentir a natureza, o que, inclusive, eles mais respeitavam. Enquanto ele divagava, a campainha da porta soou interrompendo sua manhã, sua música, seu cigarro...

Na porta estava uma moça magra, mignon, óculos redondos realçando seus olhos azuis, num vestido colorido e com muitos colares, uma moça nem bonita e nem feia, naquela manhã, na sua porta. Ela se desculpou por estar ali, disse que morava no bairro, ouviu a música tocar longe e veio em busca daqueles sons, da pessoa que ouvia Loreena, algo inusitado para ela, ali, naquela manhã.

'Uma alma deserta reconhece de imediato a outra', ele pensou. A convidou para o chá, para o aconhengo de sua casa, para dividir com ele aquela manhã. E, aquele dois ficaram ali, ocupando o coração e a alma... Se iria virar poeira, se iria virar nada aquela manhã de julho, não saberiam...




(by, franck)

(imagem: internet)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

"Dá licença, medo?

Minha felicidade quer passar"...

(Caio Fernando Abreu)









Posted by Picasa

quarta-feira, 29 de junho de 2011





F E C H A D O


P A R A


B A L A N Ç O

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!



VOLTO BREVE!!!









(by, franck /// imagem: couchsurfing)

terça-feira, 21 de junho de 2011

Uma carta (quase) anônima



Que você não seja aquele homem para consumo imediato e instantâneo, mas que seja aquele que a cada dia possa ser descoberto aos poucos em seus segredos, sua alma, seu corpo. Que tenha no olhar a certeza que também sou o homem que você procura.
Que você venha invadir minha vida de um jeito que nenhum homem fez ainda, como se fosse um cobertor nas noites de frio, um filme-comédia nas manhãs de tédio, um amigo em tardes de solidão; que preencha os dias e as noites com a sua presença, suas risadas e seu carinho.
Que você seja aquele amor à primeira vista, me apaixone no terceiro encontro, que seja o amor da minha vida com um mês de namoro. Que você não venha com desculpas com medo de dizer a verdade. Que prometa telefonar para desejar boa noite e não esqueça. Que almoços, fins de tarde na praia, encontro com amigos em comum, que qualquer coisa que façamos como acender incenso, velas, haxixe, tirar fotografias aos domingos, façam parte dos nossos dias, para que os momentos fiquem registrados, mesmo que sejam aqueles infinitesimal, para que fiquem na memória e em álbuns, para que eu possa acreditar que o amor e esse homem que é você, existe.

(by, franck //imagem: internet)

terça-feira, 14 de junho de 2011

Quem quer um coração? (II)




Esse coração meu. Teu. É um coração peculiar. Endêmico. O qual certas noites bate como um tambor-de-crioula. Um bumba-meu-boi. Uma matraca. Um pandeirão. Em outras, ele fica leve como o céu azul da cidade em certas manhãs. Uma tarde na praia. O lilás do açaí. Um sorvete de bacuri. Um arroz de cuxá. Mas ás vezes meu coração é praia lotada. Uma noitada com reggae. Um cacuriá. Um porre de catuaba. Um carnaval fora de época.

Tenho um coração regional, sim. Quente. Úmido. Pré-amazônico. De rios perenes. Reentrâncias. Revoada de guarás. Um manguezal. Dunas. Um delta. Uma ostra. Fauna e flora resistindo as queimadas, as enchentes, as caçadas. Um coração sobrevivente. Tropical, mas coberto de neve em certos dias. Com nome de santo, mas ateu.

Esse coração meu é uma rua de paralelépipedo. Festa do divino em Alcântara. Um casarão caindo aos pedaços. Um azulejo português antigo. Uma serpente encantada. Um navio ancorado. Uma ilha. Um continente. Todas as cores. Escuro. Uma igreja com influência bisantina. Ele é teu. Esse coração meu.



by, franck /// imagem: internet)

(Quem dá a volta ao zodíaco comigo...)

EU...

Minha foto
São Luís, MA, Brazil
Um brasileiro-nordestino, um cara comum, qlq um, como diria Caetano Veloso...